quinta-feira, 17 de abril de 2014

Case - Frank Gehry e Asymptote: Arquitetura digital

Arquitetos trocam desenho pela nuvem

Há tempos que a disputa Macintosh x PC saiu do foco do desenho de arquitetura. Na última década, disseminaram-se aplicativos para ambos os sistemas operacionais, que possibilitam a modelagem tridimensional do projeto arquitetônico e a sua associação ao ambiente BIM - sigla em inglês para Modelo de Informação do Edifício, que é a conectividade em tempo real de todos os elementos da arquitetura e desta com os sistemas, engenharia e fabricação. Mais do que uma questão estilística, trata-se do papel da arquitetura digital no perfil do arquiteto deste século.

O primeiro escalão da arquitetura mundial está de olho no Brasil. Dia a dia vão se confirmando, no Rio de Janeiro, em São Paulo e outras capitais brasileiras, projetos de Herzog & De Meuron, Norman Foster, Santiago Calatrava, Diller Scofidio + Renfro, sem contar as investidas ainda em curso de outros arquitetos estrangeiros no país.

Para Phillip Bernstein, vice-presidente de assuntos estratégicos da Autodesk - empresa que roda o mundo estudando a mecânica de trabalho desses profissionais -, o sinal é de tensão no ar. Ele visualiza o iminente choque da cultura arquitetônica brasileira com a dos Estados Unidos e da Europa.

Bernstein se refere ao íntimo envolvimento dos arquitetos estrangeiros com a construção de suas propostas, enquanto no Brasil, ele analisa, é um erro que o papel desse profissional se restrinja habitualmente aos projetos arquitetônico e executivo. “Como é que se garante a construção dos seus projetos?”, questiona.

Para o executivo da Autodesk, encontramo-nos frente à difícil tarefa de repensar o desenho, bidimensional e fragmentado, como meio primordial de comunicação do arquiteto com a indústria da construção, um assunto já amplamente debatido no exterior na última década.

Trata-se da modelagem digital da arquitetura através de softwares de desenho tridimensional e de sua associação ao ambiente BIM.

Ou seja, da interação em tempo real de todas as ações feitas em qualquer dos elementos da edificação, assim como da conectividade da arquitetura com o sistema global da construção: infraestrutura, engenharia, sistemas, fabricação.

Também entre os veteranos da arquitetura mundial a criação digital continua dando o que falar. Frank Gehry, pioneiro e um dos mais notáveis entusiastas do assunto, lançou mão desse recurso a fim de viabilizar a construção da Beekman Tower, um edifício de 78 andares e mais de 900 apartamentos, inaugurado em novembro e localizado em Manhattan, próximo da ponte do Brooklyn.

Gehry utilizou o Digital Project, software que ele mesmo formatou em 1992 para projetar a escultura em forma de peixe que adorna a zona portuária de Barcelona.

O software foi aperfeiçoado em 1997, em meio ao desenho da fachada de titânio do Museu Guggenheim de Bilbao, e, em 2002, aberto para a comercialização, com a criação da empresa Gehry Technologies, que presta consultoria de BIM, comercializa o produto e capacita arquitetos a trabalharem com o Digital Project.

“A criação nunca perderá a ligação com o mundo físico, com os esboços e maquetes reais, mas há uma nova sensibilidade sobre como traduzir o desenho em artefatos construtivos”, ele analisa.

“Mas se ainda assim os arquitetos quiserem se manter no pedestal do artista escultor, vão ter que deixar a cargo dos construtores as decisões de obra. Acho uma pena, que seja assim, porque é a obra construída que comunica a cultura do projeto.”

Nesse sentido, Denis Shelden, diretor da Gehry Technologies - que há alguns anos passou a trabalhar também em parcerias com arquitetos do calibre de Zaha Hadid, Herzog & De Meuron e do escritório Asymptote, de Nova York, prestando consultoria de modelagem BIM -, salienta que há diferenças geográficas da cultura da construção.

O que não é necessariamente um fato negativo, já que “Gehry fez o que fez em Bilbao porque ninguém pensava que não poderia ser feito”, ele analisa.

Em sua opinião, assim, outra vantagem do desenho tridimensional e da parametrização da arquitetura (agregar informações aos modelos 3D) é reverter o “controle de cima para baixo do processo, em que uma pessoa apenas toma decisões e os outros a seguem”. Pelo contrário, tornou-se viável a incorporação da cultura construtiva local aos projetos de grande escala.

Uma das obras-primas arquitetônicas em que Shelden gerenciou o sistema BIM recentemente é um hotel concebido pela equipe de Hani Rashid e Lise Anne Couture, do escritório Asymptote, para a Yas Marina de Abu Dabi.









Fonte: Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 383

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Comunidade de Usuários Autodesk Brasil | News março 2014

Confira as novidades da Comunidade de Usuários Autodesk Brasil!!!

Acesse o site...

Participe!!


AutoCAD 2015 - Confira as novidades !

Seminário BIM em Florianópolis

Video aulas da Comunidade



quinta-feira, 27 de março de 2014

Revit 2015 | News by pt.blogspot


Ainda não tive a oportunidade de acessar a nova versão do Revit 2015!!

Porém, já é possível saber quais serão as novidades do Revit 2015!!
Publicadas no blog - pt.blogspot
dos amigos: Décio Ferreira e Fernando Oliveira.

Indico o acesso ao blog e aproveitem!!
Fique de olho! Logo mais vou publicar minha opinião sobre cada novidade!

Novidades Revit® 2015:

ARQUITETURA:
- Opções de visualização
- Interoperabilidade
- Tabelas
- Ordenação dos parâmetros nas famílias
- Melhoramentos nas Revisões
- Melhorias de Produtividade
- Melhoramentos em APIs

MEP:
- Melhoramentos no dimensionamento
- Anotação do Modelo
- Melhoramentos em APIs
- Melhoria de ferramentas de aprendizagem

Structure:
- Modelação
- Coordenação do Sistema de Coordenadas Locais
- Documentação de construção
- Armadura
- Numeração da armadura
- Pré-fabricados
- Plataforma

- Autodesk 360 Cloud Rendering:
- Energy analysis API:


segunda-feira, 17 de março de 2014

Shared Paramenters - parâmetros compartilhados

Os parâmetros compartilhados são "campos" que você pode adicionar para famílias ou projetos.
As definições são armazenadas em um arquivo independente de qualquer arquivo de família ou projeto Revit através de um arquivo TXT. Isso permite que você acesse o arquivo de diferentes famílias ou projetos.

As informações definidas em uma família ou projeto usando o parâmetro compartilhado não é aplicado automaticamente a outra família ou projeto usando o mesmo parâmetro compartilhado.

Quando utilizamos Shared Parameres - Parâmetros compartilhados - podemos "replicar" a informação em Tag e Tabelas no arquivo do modelo do projeto.


No Revit, existem quatro tipos de parâmetros:

Parâmetros do Sistema - System Parameters: não podem ser alterados, mas eles estão sempre disponíveis. Isso significa que eles aparecem em tags, tabelas, projetos e famílias.

Parâmetros de projeto - Project Parameters: são parâmetros personalizados que você adiciona a um projeto. Ao adicionar um parâmetro de projeto, ele está disponível para todos os objetos da categoria especificada ao longo do projeto e podem aparecer em tabelas, mas NÃO em tags.

Parâmetros da família - Family Parameters: estão disponíveis para a família em que são adicionados. Eles não mostram em tags ou tabelas nem a outras famílias da mesma categoria. No entanto, você pode fazer um parâmetro personalizado (projeto ou família) disponível para as etiquetas e tabelas, tornando-os um parâmetro compartilhado (Shared Parameters).

Parâmetros compartilhados - Shared Parameters: são definidos em um arquivo de texto externo (um arquivo compartilhado de parâmetro). Todos os parâmetros compartilhados serão criados a partir deste arquivo de fonte única.


Como usar Shared Parameters?
Selecione Tab Manage> Shared Parameters.



Browse... - utilizado para buscar um arquivo txt de parâmetros existente.
Create... - utilizado para criar o arquivo base txt para salvar os parâmetros compartilhados.
Parameters:
New... - criar um parâmetro.
Properties - informação de parâmetro já criado.
Move... - mover parâmetro para outro grupo (pasta).
Delete - deletar parâmetro.
Groups:
New... - criar um grupo (pasta) para organizar os parâmentros por categorias, por exemplo.
Rename... - renomear grupo.
delete - deletar grupo.

É importante que este arquivo seja o registro principal de todos os seus parâmetros compartilhados. A partir deste arquivo, serão criados os parâmetros compartilhados dentro de Projetos, Modelos e Famílias. Portanto, é recomendável que você tenha apenas um arquivo para toda a empresa.
Uma vez que um parâmetro Shared é carregado em um projeto, modelo ou família, o arquivo de texto não é mais referenciado. Então você tecnicamente não precisa enviar esse arquivo com o arquivo de projeto durante a transmissão a um consultor ou contratante.

Para criar um parâmetro utilizando o arquivo base txt é importante especificar que tipo de parâmetro será:


Na caixa de diálogo Parameters Properties, digite um nome, disciplina e tipo para o parâmetro.
Tipo de parâmetro (Type of Parameter) especifica o formato da informação que você pode entrar para o valor do parâmetro. Você pode selecionar:

Texto - Text
Número inteiro - Integer(utilizado parâmetro de quantidade - array)
Número - Number
Comprimento - Length
Área - Area
Volume - Volume
Ângulo - Angle
Declive - Slope
Moeda - Currency
URL -
Material - Material (Permite que você selecione um material a partir da caixa de diálogo Materiais)
Sim/Não - Yes/No. (caixa de seleção de visibilidade é exibida para o valor do parâmetro)
Family Type - tipo de família (permite selecionar o tipo de família)


Após criar o arquivo para os seus parâmetros compartilhados, ou seja, o arquivo de texto, você pode começar a criar parâmetros dentro do projeto e/ou famílias.
Crie uma nova família (R/ New/ Family - escolha o template).
Comece uma família sempre criando o "gabarito" para a modelagem da família paramétrica.
Após a criação do gabarito, selecione as dimensões variáveis, ou as partes modeladas para aplicar os parâmetros que serão compartilhados.





Utilizando Shared Parameters será possível criar Tag e ainda tabelas com as informações compartilhadas.




Não será possível apresentar estas informações se não criar com Shared Parameters!! Atenção!! Este recurso é muito importante no Revit - a informação é tudo em um modelo!!



quinta-feira, 6 de março de 2014

Seminário Estadual de BIM | SC


O primeiro Seminário Estadual de BIM – Uma nova forma de fazer Engenharia e Arquitetura será realizado em Florianópolis no dia 13 de março, pela Secretaria de Planejamento do Estado, com o apoio do CAU/SC. O objetivo é fomentar o uso da tecnologia BIM entre arquitetos urbanistas e engenheiros catarinenses para garantir a qualidade das obras públicas realizadas pelo Estado.

Na cerimônia de abertura serão lançados dois editais de obras do governo estadual – para a construção do Instituto do Coração, em São José, e para o hospital de Joinville. Ambos terão como pré-requisito o uso da tecnologia BIM. “Por enquanto é inviável exigirmos esta tecnologia para todos os editais por falta de conhecimento dos profissionais”, explica o secretário de planejamento Murilo Flores. “Com o fomento da ferramenta será possível, aos poucos, torna-la uma exigência”, completa.

Arquitetos urbanistas e engenheiros são o público-alvo do seminário que ocorre no Auditório Pedro Ivo, no Centro Administrativo, dia 13 de março, das 8h às 17h.

O evento é organizado pela Secretaria de Planejamento do Estado de Santa Catarina, por meio do Comitê de Acompanhamento e Controle de Obras e Serviços de Engenharia e tem o apoio do CAU/SC e outras entidades.

PALESTRANTES:

Luiz Augusto Contier - São Paulo- SP
Titular do Escritório Contier Arquitetura.
Desenvolvimento do Projeto Executivo do Edifício de Controle do Pré-Sal da Petrobrás em Santos.

Adriano Oliveira - Porto Alegre-RS
Diretor Técnico da MaxiCAD Computação Gráfica.
Instrutor Certificado pela Autodesk e Expert Elite.

Alice Theresinha Cybis Pereira - Florianópolis-SC
Professora do curso de Arquitetura e Urbanismo, UFSC.

Carlos Roberto Olsen - Florianópolis-SC
Diretor Geral da IDP Brasil.

Fernando Augusto Corrêa da Silva - São Paulo-SP
Diretor da Sinco Engenharia.
Coordenador da Comissão de Trabalho de Projetos do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP.

Cel. Alexandre Fitzner do Nascimento - Brasília-DF
Atua no CIOTO/DOM Brazilian Army (Ministério da Defesa-EB).
BIM/TIC Manager e consultor de Tecnologias BIM.

T. Cel. Washington Gultenberg Luke - Brasília-DF
Chefe da Seção de Estudos e Projetos da Diretoria de Obras Militares do Exército Brasileiro.

Leonardo Manzione - São Paulo-SP
Professor do MBA da Fundação Getúlio Vargas.
Professor do MBA de Gestão de Projetos da POLI-USP.
Pesquisador Internacional do grupo CIBW78.
Diretor da empresa Coordenar Consultoria.

Acesse: 1º Seminário Estadual sobre BIM
Data: 13/3/2014 | Local: Teatro Gov. Pedro Ivo
Horário: 8:00 ás 17:00
Evento Gratuito

Coordenação do Evento
Telefone: (48) 3665-3317
E-mail: bim@spg.sc.gov.br


Fonte: Comunidade de usuários Autodesk Brasil



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Case - Marcio Kogan | Studio MK27 |

Escritório MK27 tira partido de elementos naturais para criar casa sustentável
Projeto foi um dos escolhidos pelo GBC para integrar o plano piloto de criação de selo de sustentabilidade para residências

Situada a 1.500 m de altitude, a Casa na Fazenda Catuçaba é favorecida pelos ventos, as chuvas e o sol, abundante na maior parte do ano em São Luiz do Paraitinga, interior de São Paulo. Estes elementos permitiram tornar o consumo energético eficiente e ao mesmo tempo oferecer conforto ao usuário, tirando partido da simplicidade no contato com a natureza local. Placas fotovoltaicas sobre o teto e uma turbina eólica constituem o sistema misto de abastecimento de energia da casa, projetada pelos arquitetos Marcio Kogan e Lair Reis, do Studio MK27.


Sem tocar diretamente o solo, a estrutura pré-fabricada de madeira FSC é apoiada no terreno acidentado através de alguns pilares. O piso interno da casa, em tijolo maciço, também terá a terra da região como matéria prima. Já os pisos externos de madeira certificada formam um deck.

As divisórias internas são em wood frame, com isolamento de lã de PET. O conforto térmico interno foi estruturado na utilização de caixilhos com vidros duplos, em combinação à utilização de salamandras e aberturas altas para ventilação e renovação do ar. A cobertura é feita com uma plataforma de madeira com vegetação, contribuindo para a integração da edificação ao entorno e recompondo a área do terreno sombreada por ela.

Modelado em Revit o projeto arquitetônico e instalações.
Modelado em Tekla e exportado para Revit o projeto estrutural.

Área construída equivalente: 318,50 m²












Projeto de Arquitetura:
Autoria: Marcio Kogan
Coautoria: Lair Reis

Projeto executivo: Flávia Maritan

Projeto Estrutural: Alan Dias

Projetos de Instalações: Natural Works


Fonte texto: Piniweb

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

BIM - Best Modelling Practice

Fiquei muito contente quando li o post do blog pratical BIM...
Concordo com tudo descrito na listagem de Melhores Práticas de modelagem BIM.
Muitos dos processos e dicas citadas tenho utilizado como procedimentos de implantação de BIM nos escritórios e construtoras.



Segue abaixo resumo:

Quais são os princípios de Boas Práticas de Modelagem?

CATEGORIES: Faça uma lista com elementos da construção. Utilizando as famílias (Revit) padrão, indique onde cada objeto será incluído.

PARAMETERS: Liste as informações (parâmetros) que cada categoria deve apresentar e informar. Parâmetros compartilhados devem ser criados, respeitando nomenclatura e padrões de cada escritório. Os parâmetros serão a INFORMAÇÃO DE SEU MODELO!

MODEL CONSTRUCTION: O limite de modelagem é uma definição importante. Verifique até onde e que informações são realmente necessárias para cada modelo. Tentar modelar tudo é algo muito complexo e demorado.

NAMING: Indicar nome para cada modelo e cada tipo é essencial. Trabalhamos com objetos e todo vez que precisamos identificar, inserir precisamos relacionar ao nome do modelo e seu tipo.

CLASSIFICATION: Ainda muito pouco utilizada no Brasil. Porém, crie parâmetros compartilhados que podemos filtrar e relacionar elementos de categorias diferentes em tabelas e vistas.


Para definir sua equipe para Melhores Práticas de modelagem BIM você precisa se certificar:

• As categorias são usadas de forma consistente;
• Os parâmetros são logicamente nomeados, e são suficientes para fazer as tarefas requeridas;
• Limitações e práticas da construção do modelo são definidos.
• Nomenclatura todas as coisas é estruturada e legível humano.
• Números de classificação são atribuídos, onde for mais conveniente.




Acesse pratical BIM
Entenda BIM e seu processo de implantação!!


BIM é um processo e não um software!
BIM não é 3D apenas!
BIM: o mais importante não são desenhos, e sim informações!